A verdadeira estrela de “O Grande Dragão Branco”.

O Grande Dragão Branco, (Bloodsport) é um glorioso filme de 1988, estrelado por Jean Claude Van-Damme, inspirado na vida e nos relatos do artista marcial Frank William Dux, norte-americano, lutador de artes marciais e coreógrafo de lutas. Na década de 90 tive a oportunidade de assisti-lo e as vezes o procuro afim de matar saudade.

Apesar do culto aos atributos físicos, malabarismos, proezas e habilidades atléticas de Jean Claude Van-Damme, o blog relembra o filme destacando no que considera ser o personagem chave, motivo deste post. Trata-se de Yang Sze, conhecido como Bolo Yeung, especialista em artes marciais e ator. Diferenciado, simpático e figura carimbada do Kung Fu nos anos 70 e 80.

No filme, Bolo Yeung, interpretando Chong Li, era o último campeão do torneio que acontecia em Hong Kong. Durante suas apresentações (lutas), não fazia muito esforço para finalizar os adversários. Em alguns confrontos usou técnicas violentas, as quais eram recriminadas pela organização, inclusive no confronto final, utilizou um pó que poderia causar cegueira a Frank Dux. Dessa forma, a imagem passada ao público, que ficaria na memória afetiva, seria de um sujeito violento, vilão, maldoso e trapaceiro. Grande probabilidade para o preconceito em relação a Chong Li. Assim, é razoável pensar que se tenha gerado uma antipatia à sua pessoa por parte de quem assistisse, principalmente para os fãs do Van-Damme. Coisas de Hollywood, interesses, negócios, entre outros.

A tentativa de endemoniamento do personagem oriental é somado à imagem de bom moço do americano, com corpo sarado, manias, trejeitos, frescuras que fora simbolizada na cena patética e constrangedora (Para o sexo masculino, claro!) que focaliza seu corpo e o bumbum torneado ao vestir a cueca diante dos olhos da jornalista a qual paquera. Entretanto, mesmo com todo marketing em torno do protagonista, na opinião de muitas pessoas, nas quais são compartilhadas por esse blog, a verdadeira estrela foi o Chong Li (Bolo Yeung), o mito chinês, uma lenda viva de estilo peculiar e com sua marca registrada de ‘lutar sem olhar para o oponente’.

Enfim, os anos passam, a gente cresce e o que fica são as boas recordações de alguém que apesar de coadjuvante, foi o grande responsável por dar graça e vida a esta clássica película, certamente a melhor do gênero de todos os tempos.

Confira abaixo o clipe do melhor filme de artes marciais de todos os tempos!



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