Situação de mal a pior, mas o presidente está mais preocupado em vencer o rival.

Eurico Miranda retornou à presidência do Clube de Regatas Vasco da Gama. Em janeiro durante a pré-temporada, iniciou-se também o festival de declarações equivocadas e desnecessárias em direção ao Flamengo. Essas e outras como a falta de educação com repórteres, sinalizava que o velho mandatário mantinha os mesmos vícios.

No Campeonato Carioca, a aliança de Eurico com o Rubem Lopes (presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro – FERJ) se evidenciava e fortalecia ao ponto de vermos a dupla na sala presidencial em São Januário assistindo jogo. Na sede da Federação, a cadeira do ‘Rubinho’ é por vezes ocupada pelo cartola cruzmaltino —aqui—. Desse modo, seria impossível imaginar que o Estadual não tivesse tido polêmicas. Flamengo e Fluminense, especialmente o Tricolor foi claramente prejudicado. O Estadual outrora reconhecido como o mais legal e charmoso do pais, tornava-se um campeonato influenciado nos bastidores. O racha é explícito, Fla e Flu romperam com FERJ que tem como aliado, o Vasco. Pena…

O Vasco da Gama encontra-se sem dinheiro e afundado em dívidas, nas quais o próprio Eurico tem responsabilidade, diferentemente do que o próprio e inúmeros de seus seguidores tentam ofuscar. Estes são chamados “torcedor de dirigente”. A gestão de Roberto Dinamite foi trágica, porém, o caos é a soma de todas as más administrações. Diante desse quadro, não é hora de bravatas, provocações e bobagens. É tempo de identificar os problemas focando em resolvê-los.

A vitória sobre o Flamengo (1 a 0) na semifinal do Campeonato Carioca, cujo gol sai de um pênalti inexistente, consequentemente a conquista do título após 12 anos, tornou-se um prato cheio para o dirigente do charuto. Possibilitou a disseminação da ideia de que o respeito ao à Instituição teria voltado. Discurso prestigiado por milhares de “euriquistas” cegos e sem noção que creem veemente que o Vasco só é forte com a presença desse cartola no poder. Aliás, o tal considera responsável por “sucessos”, o maior reforço do clube. —clique e leia—.

Tudo isso além de uma chatice, é de tamanha desfaçatez. O “Gigante da Colina” jamais deixou de ser respeitado. Os triunfos do 1º semestre são méritos da equipe e comissão técnica, ainda que infelizmente ocorresse constantes erros de arbitragens que notavelmente os beneficiasse. No momento, o limitado time ocupa a última posição, possui o pior ataque e a defesa mais vazada do certame nacional, o mais importante do país. É a verdade, simplesmente um fato, a realidade. O risco de rebaixamento pela terceira vez em sua história é bem real. Enfim, a situação vai de mal a pior, mas o presidente está mais preocupado em vencer o rival. Triste.



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