Rivaldo: anti-status e glamour, porém, craque na acepção da palavra.

Pensa num cara bom de bola, gênio, astro, feitor de grandes jogadas, passes, que dava gosto de assistir. Pois é, então vamos relembrar e ao mesmo tempo tentar fazer uma singela homenagem a ele… Rivaldo Vítor Borba Ferreira.

Rivaldo iniciou no Santa Cruz, passou pelo Mogi Mirim e foi emprestado ao Corinthians (1993-1994), jogou muito. Transferiu para o rival, Palmeiras (1994-1996) e não sentiu a pressão, foi ainda melhor! Na Europa, faltou só fazer chover em campo pela Deportivo La Coruña (1996-1997) e Barcelona (1997-2002). Consequentemente, em 1999, recebeu o título de melhor jogador do mundo. E não nos esqueçamos de seu alto nível no Milan (2002-2004) e com a camisa da então Seleção brasileira.

Muitas vezes passa batido quando fazemos um levantamento de grandes craques do futebol. Talvez por ser uma pessoa discreta. Naquela época não havia os meios de comunicação e toda essa tecnologia, na qual permite que em poucos segundos uma notícia, foto, post, fofoca, entre outras, seja vista por milhões de indivíduos. Se atuasse em nossos dias, não seria adepto ao marketing do si próprio, jamais faria ‘selfs’ com caras, bocas, biquinhos e caretas. Mas, certamente, teríamos o prazer de acompanhar a genialidade de alguém que sabia tratar a bola como poucos. E cá pra nós que curtimos o “Esporte Rei”, estamos precisando disso! Vemos muita rede social e pouco futebol de qualidade. Enfim, cada um faz o que bem quiser de suas vidas, todavia, entendo que o “estilo” Rivaldo de ser, traria mais benefícios ao futebol, instigando mais pessoas a parar diante de uma televisão ou ir ao estádio.

Frequentemente ouço gente reclamando (cuspindo abelhas africanas) em relação a jogadores mais preocupados com estética, exposições, polêmicas, coisas desse tipo. Enfim, no caso do homenageado, de maneira nenhuma seria ouvido isso, pois, dentro de campo era técnica de primeira qualidade e fora das ‘quatro linhas’ não veríamos exposições, frases de “efeito” (Ctrl C e Ctrl V), ostentações desnecessárias. É proibido isso? Não, entretanto são coisas que levam a todos à sensação de descomprometimento, falta de foco e preocupação com o time e o pobre e mais importante, o torcedor.

Jovens que almejam tal carreira, deveriam ao menos ter a curiosidade de conhecer a jornada desse profissional, anti-status e glamour, porém, craque na acepção da palavra.

P.S: Clubes que Rivaldo atuou, além dos citados no texto: Cruzeiro, Olympiakos, AEK Atenas, Bunyodkor, São Paulo, Kabuscorp e São Caetano.



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