Recordações da infância, do meu pai, da MPB e o orgulho disso tudo.

Tempos atrás comecei a refletir o quanto na nossa vida acontece reproduções. O tempo passa e percebo isso em meus dias, de maneira bastante clara. Sim, nossa vida é uma repetição! Dentre diversas situações, gostaria de compartilhar um pouco acerca de uma delas.

Anos 90, fins de semana lá em casa, com a visita de alguns amigos da família, parentes… E aquele clima gostoso. Adultos conversavam, comiam e bebiam, concomitantemente a boa música era o que se ouvia. Enquanto criança, inocente, divertia com os primos ou as vezes só, sem a noção e nem se dando conta da qualidade daqueles momentos, o conteúdo das canções, que se eternizariam dentro de mim. Profundo! 

Na viagem nesse túnel do tempo, me ocorreu… Fafá de Belém. Algumas de suas músicas soavam em minha mente por pequenos trechos, porém, precisava pesquisar o pouco que lembrava e tentar encontrá-las, afinal desejava reviver algo que me remetesse às boas lembranças da infância, do meu pai, da Música Popular Brasileira (MPB).

Comecei a ouvir e logo fui envolvido por um misto de sentimentos, emoções, afeto e saudosismo. Meu Deus, quão interessante é a nossa vida. Vivo o que meu pai viveu. Meu pai ligava o som, colocava os discos, ouvia e trazia na memória recordações de seu pai. Hoje, tenho gosto musical que o meu (falecido em 2010) possuía, logo, lembro-me dele também. Seja pelos “Clássicos Chorinhos”, pela MPB. Neste caso mais precisamente, da cantora belenense.

Em casa guardamos com carinho muitos discos de vinil, verdadeiras relíquias originais adquiridos por meu pai. Trata-se de joias raras que dinheiro nenhum poderá nos comprar. Artistas consagrados como: Pixinguinha, Cartola, Tom Jobim, Alcione, Roberta Miranda, Gonzaguinha, Fagner, Fafá de Belém e tantos outros.

Admirar e valorizar esses poetas brasileiros somado às recordações, me deixa satisfeito e claro, com um imenso orgulho disso tudo.

O disco “Fafá” de 1989, que refiro-me no post. Remeteram-me aos anos 90, com boas lembranças da infância, do meu pai, da MPB e o sentimento de orgulho descomunal em relação a tudo isso.



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