Jogadores “vizinhos” ingressam no Brasil e será fundamental a paciência com estes. O caso de Dario Conca é emblemático.

Não é novidade a presença de estrangeiros no futebol jogado em nossa terra. Ao longo dos anos, sempre houve jogadores de diferentes nacionalidades, principalmente os da vizinhança (América do Sul).

Rapidamente cito alguns que vi jogar que tiveram considerável sucesso: Mancuso, Gamarra, Rincón, Aristizábal. Mais recentemente, temos D’Alessandro, Montillo, Datollo e Conca. Além da dificuldade no processo de adaptação, novo ambiente, língua, clima, modos de vida, de repente a falta de paciência pode ter sido um fator preponderante para insucessos de tantos outros.

Conca: meia argentino teve dificuldades, superou-as, tornando um dos principais jogadores do futebol brasileiro nos últimos anos.

O caso de Dario Conca é emblemático. Chegou ao Vasco em 2007, e por se tratar de um típico meia “enganche’ argentino, era visto como potencial para vir a ser um nome que agregaria qualidade àquela equipe. Entretanto, o tempo foi passando, o que se via era oscilação, constante presença no banco de reservas e atuações discretas. Parecia que seria apenas um jogador de segunda ou terceira categoria da Argentina. Até que aos poucos o hermano foi se adaptando, começou a jogar bem, ser regular e finalmente conquistou a confiança e a titularidade, tornando-se imprescindível. Dessa forma, o Fluminense com o suporte financeiro de sua parceira, aproveitou o momento, agiu rapidamente, se reforçou e enfraqueceu um rival. Daí em diante, Dario tornou uma peça fundamental e um dos principais jogadores atuando no país. Na conquista de 2010, foi campeão brasileiro jogando rigorosamente os 38 jogos! Realmente fazia a diferença! Profissionalismo ao extremo e digno de elogios. Após o rompimento com a patrocinadora, Conca foi preterido por clubes importantes, já que é um atleta reconhecidamente acima da média.

Lucas Pratto: ótimo atacante argentino, ja em ação pelo Galo.

Há quatro anos vejo Lucas Pratto jogar bem e ser decisivo. Adrian Centurion é talentoso, amadureceu nos últimos dois anos, teve um belo 2014. autor do gol que confirmou o título do Racing. Um exemplo recente e pertinente é o de Dátolo. Jogou no Inter em 2012 e parte de 2013, porém, não se saiu bem. Veio para o Atlético-MG, tornou-se titular, tem sido importante no esquema de Levir Culpi, além de decisivo nos jogos. É o atual camisa 10, deslanchou!

Jogadores “vizinhos” ingressam no Brasil e será fundamental a paciência com estes. Torço para que todos deem certo em seus respectivos times, pois, além de curti-los, quem ganhará será o futebol brasileiro.

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Alguns dos recém chegados: Lucas Pratto, Adrian Centurion, Giorgian De Arrascaeta, Cárdernas, Julio dos Santos.

Centurion acaba de chegar vindo do Racing. Mais maduro, foi muito bem em 2014. É jovem, poderá oscilar. Vejmos se haverá paciência.

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Entre a emoção e a razão.

Emoção, emovere, onde o e- significa ‘fora’ e movere significa ‘movimento’. Assim, emotione, “movimento, comoção, ato de mover”, é uma experiência subjetiva, associada ao temperamento, personalidade e motivação. Razão, rationem, significa cálculo, conta, medida, regra — Determino, estabeleço, portanto julgo, estimo —. Faculdade de raciocinar, compreender e ponderar. É a capacidade da mente humana que permite chegar a conclusões a partir de suposições ou premissas.

A todo momento temos de tomar decisões, fazer escolhas, em todas as áreas da vida. Diante da oportunidade de fazer, executar e obter (o que desejamos), geralmente agimos movidos pela emoção. Bem intencionado, tendo boa vontade, acreditando ser aquilo que realmente precisamos. Sendo assim, dispomos de tal maneira considerando esse algo sempre possível de se alcançado. Por outro lado tem a razão que nos desperta a pensar os prós e contras, se de fato é o momento certo, ou requer a necessidade de esperar mais um pouco, mesmo que julguemos ser bom para nós. Nessas horas, começamos a vivenciar uma experiência entre a emoção do fazer por impulso, no calor do momento, pensando exclusivamente no bem estar, e a razão, refletindo em relação às conseqüências dos nossos atos. Nesses momentos é aceitável um certo estado de angústia.

Seguir pela emoção, talvez, de certa forma é pensar momentaneamente (o aqui e agora), na tese de que o viver é hoje pois não sabemos o amanhã. Já trilhar pela razão, se imagina num exercício de fazer mais análises, medir as consequências de uma tomada de decisão. Enfim, nesse dilema da vida seremos capazes de encontrar o equilíbrio entre emoção e a razão?

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O Esporte Clube Democrata e seus torcedores.

O Esporte Clube Democrata é uma agremiação tradicional da região do Vale do Rio Doce, mais precisamente de Governador Valadares. É um clube que tem história, conquistas e muita simpatia! Além disso, é detentor de uma vibrante e apaixonada torcida, reconhecidamente, a melhor do interior de Minas. E é sobre ela que tentarei de forma breve, abordar o que vejo e sinto.

O processo de escolha pra quem torcer, tem algumas variáveis… Apesar de nem todos serem torcedores da equipe de sua cidade e/ou região, considero importante e legal apoiar quando se tem algum clube.

Os torcedores que acompanham o Democrata, são fiéis, empurram, apoiam, seja qual for o horário, dia dos jogos, condições climáticas, séries, divisões, a qualidade dos jogadores. Nada importa, não tem jeito, eles estão lá! Sempre ali, seja nas arquibancadas de ‘cimento’ — na qual gosto de ficar—, atrás dos gols (geral) ou na marcante arquibancada ‘metálica’. Com cânticos, bandeiras, faixas, reclamações, cornetagens sadia e engraçadas em muitas das vezes, faz com que se torne prazeroso ir ao campo, ainda que tantas vezes seja sofrido.

Certamente esta torcida faz o que poucas fazem, principalmente se tratando de interior, que geralmente as equipes são modestas e com baixo investimento. O que se vê são pessoas que deixam a desejar, aqueles que vão (quando isso acontece), é somente na boa, se o time esta bem. Já tem clube por ai, inclusive até virou itinerante, que fora possuidor de mais investimentos, porém jamais teve uma torcida ao seu lado, capaz de fazer alguma diferença. 

Talvez seja utópico pensar e esperar equipes mais competitivas, boa gestão e profissionalismo dos dirigentes. O mais legal é que independentemente dessas coisas acontecerem ou não, os bravos e verdadeiros torcedores seguirão essa paixão alvinegra conhecida como Pantera, ou seja, o glorioso Esporte Clube Democrata. Parabéns a todos os democratenses!

Conquistas: Vice-Campeonato Mineiro: 1991; Campeonato Mineiro do Módulo II- 2005; Campeão da Taça Minas Gerais-1981; Campeão Mineiro de Juniores-2003; Vice-Campeonato Mineiro da Segunda Divisão-1979; Campeão Mineiro do Interior-1991, 1992, 1993, 1994 e 2007. Fonte: democratagv.com.br

* Conheça mais sobre o E.C.Democrata, aqui.

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Veto da Medida Provisória 656.

Grande notícia foi essa, o veto da Medida Provisória 656. Trata-se de um assunto bastante discutido nesses últimos meses: a questão do absurdo de tentar aprovar que se “perdoe” as dívidas dos clubes de futebol no Brasil.

Os clubes estão quebrados devido inúmeras irresponsabilidades de dirigentes. Assim como na vida, para uma gestão de êxito, é de suma importância o equilíbrio entre emoção e razão. Durante décadas, os cartolas gastaram mais do que arrecadavam. A conta vem chegando e continuará, caso não aprendam, poderá ser pior.

Neste contexto, o Flamengo com a política de responsabilidade, vem pagando suas dívidas (200 milhões entre 2013/14). Foi o único a se manifestar a favor do veto dessa MP. Dirigentes rubro-negros são torcedores, porém tem conseguindo administrar a paixão. Até aqui a razão sobressaí nessa administração. Caso continue nesse caminho, possivelmente o cenário mudará, propiciando bons frutos. Que esse árduo trabalho se torne um sucesso, servindo de exemplo a outros, contribuindo assim para o bem do futebol brasileiro.

PS: A presidente Dilma Rousseff vetou o artigo 141 da Medida Provisória 656, que dizia que os clubes de futebol poderiam parcelar suas dívidas com o governo federal em 240 vezes, com descontos de 70% em multas e 50% em juros, sem, no entanto, terem de cumprir nenhum medida de responsabilidade financeira e de gestão, previstas na discussão da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Leia mais aqui.

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O Racing Club é campeão argentino!

O Racing Club é campeão argentino! O triunfo de ontem sobre o Godoy Cruz (1-0, gol de Ricardo Centurión), numa bela campanha de recuperação sendo sacramentada com a tão esperada conquista.

Dias de jogos no estádio “Cilindro” é sempre uma festa, porém, dessa vez foi especial, “dar la vuelta”, dar a volta olímpica e com a taça, após 13 anos! Em 2001, que até então tinha sido a última vez que vencera o campeonato, a agonia durara 35 anos.

Completamente identificado com este glorioso clube, fico satisfeito e contente por ter o acompanhado em outros certames, cujas campanhas na maioria das vezes foram ruins ou medianas. Agora, mesmo à distância, ajunto emocionalmente aos milhões de acadêmicos para desfrutar esse momento, pois, se trata de um gigante que já passou e ainda passa por tantas coisas dentro e fora de campo, mas que vem lentamente se reerguendo. Não é fácil torcer para a Academia, todavia é motivo de orgulho!

Parabéns jogadores, diretoria, comissão técnica e aos torcedores “hinchas” (estes sim, muito merecedores) que alentaram a equipe em todas as ocasiões, perdendo ou ganhando, como nenhuma outra faz. Certamente o azul e branco (cores do Racing e da seleção do país), serão o tom nas ruas de Avellaneda, Buenos Aires e em toda a Argentina. É muita emoção, felicidade e sensação de alma lavada.

A campanha do campeão “Torneo Transcion 2014”, foram: 13 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. Este é o 17º título nacional de sua história. O Racing retorna à Copa Libertadores da América em 2015, depois de 12 anos. E permitindo Deus, nos veremos lá.

Time base: Sebastian Saja, Pillud, Lollo, Cabral, Grimi, Díaz, Videla, Aued, Centurión, Diego Milito e Gustavo Bou. — DT. Diego Cocca.



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Obrigado, Alex!

Chegamos ao fim de mais um Campeonato Brasileiro, com os times mais fortes nas primeiras colocações. A classificação dá uma ideia bem considerável no que cada equipe podia alcançar.

É também o dia em que Alex encerra sua carreia como jogador profissional. Lembro um pouco dele na sua primeira passagem pelo Coritiba. Era claro que se tratava de um ótimo meia. Certamente foi um dos melhores camisa 10 que vi atuar, craque dentro e fora de campo. Possuidor de boas opiniões, articulado e que sai do senso comum habitual dos boleiros. Foi destaque tanto no Coxa, quanto no Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahce, sendo assim uma tarefa difícil dizer em qual desses clubes jogou mais. Apenas no Flamengo, numa curta passagem em 2000, ele não foi bem. Inclusive, certa vez, numa matéria do jornal “Extra” em julho de 2013, criticou a situação do time carioca na época, e ainda fez uma autocrítica, coisa rara de ver e ouvir nesse ramo. Confira aqui essa entrevista.

Em relação à seleção brasileira, considero que tenha sido injustiçado, por entender que poderia e deveria por méritos ter jogado no mínimo as Copas do Mundo de 2002 e 2006. No entanto, não diminui em nada sua bem-sucedida jornada.

Alex trouxe contribuições ao meio futebolístico como um todo, tanto com as belas atuações, a técnica, a maneira como conduziu sua carreira, bem como, as reflexões, ideias claras e uma visão bastante ampla acerca da realidade do futebol, principalmente no Brasil. Tomara que possa permanecer nesse esporte, ainda que em outra função, pois, é alguém capaz de propor mudanças significativas, nas quais tanto almejamos.

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Minha identificação com o Racing Club.

A relação com o meu time de infância começou na pré-adolescência, e desde então, o segui por meio do rádio, televisão, estádio (quando pude) e internet. Ganhando, empatando ou perdendo, no qual, quando acontecia esta última condição, minha reação imediata era de já pensar no próximo jogo. Jamais o vaiei e muito menos dei as costas, ainda que tudo ou quase, estivesse mal. Admiro quem segue o time de coração em qualquer situação. Mas, é qualquer situação mesmo!

Sempre gostei e admirei o futebol argentino, sua cultura de cancha e seus jogadores. Acho que por viver num país e conviver com inúmeras pessoas que me passasse uma má impressão quanto aos vizinhos, acabou por contribuir para que deixasse as bobagens e tolices de lado e procurasse estreitar meus laços com os irmãos de língua castelhana.

Já conhecia o Racing, “desde moleque”, na época da então Supercopa dos Campeões na qual participavam todos os clubes que já tivessem conquistado o principal torneio Sul-Americano, a Libertadores. Apesar de ouvir falar dele, não me dediquei acompanhá-lo. A partir do momento que decidir ler e assistir a vídeos, não foi difícil de me identificar com o Racing Club. Então, finalmente comecei a me interessar e buscar aprofundar na história do clube de Avellaneda. E não foi somente pelos títulos, grandes jogadores, mas sim, pela paixão de sua gente que realmente o segue em qualquer circunstância, mesmo diante de tantos anos de escassez, insucessos, somado a rebaixamento e falência. Enfim, uma torcida que está presente ‘en las buenas y en las malas’!

Principal torcida do Racing: ‘La Guardia Imperial’, conhecida como a Nº1.

No Brasil, existe uma cultura, que por sinal, conta com milhares de adeptos, na qual trata-se de uma maléfica corrente de que o apoio ao time deve ser somente quando este fizer por merecer, ou seja, estiver bem. Isso me enjoa!

Em 27/11/2001, encheram dois estádios num mesmo dia — o José Amalfitani do Vélez Sarsfield, o Cilindro, mais o Obelisco.

O clube atravessa anos sem uma seqüência de conquistas e concomitantemente, sem glórias. Todavia, nada disso faz com que seus torcedores o abandonem. Ir e encher “dos canchas en miesmo dia” (encher dois estádios no mesmo dia), mais o Obelisco, é umas das atitudes de amor e paixão que todo racinguista carrega com orgulho.

Jogos do Racing é sempre uma festa.

Quem não conhece e vê pela 1ª vez, pensa que o Racing é um time que está sempre no topo, sendo campeão, de tão empolgante que é a festa nos jogos de ‘la Academia’.

Tudo isso e mais um pouco, somando à minha concepção do que é e de como deveria ser o comportamento daquele que se diz torcedor, me fizeram aproximar e criar raízes com este charmoso clube.

Na minha geração, vi os rivais Boca Juniors, River Plate, Independiente, Velez Sarsfield e Estudiantes vencerem muito. No entanto, não foram capazes de me conquistar, apesar do respeito que tenho por eles. Já o Racing sim, pela peculiaridade, algo só dele, por sentir que seus torcedores simplesmente curtem serem o que são e fazerem o que fazem, mesmo tantas vezes não sendo correspondidos. Reconhecidamente é a torcida (hinchada) mais admirada da America do Sul, e para mim, é a melhor do mundo! Uma coisa é certa, como diz na letra de umas das canções: “es una hinchada diferente”.

Torcedores no pior momento da história do clube, demonstram o amor à uma camisa.

Aos poucos, vou conhecendo torcedores e pessoas que admiram e/ou torcem pelo Racing e sinto ainda mais familiarizado com o clube. Acompanho suas pelejas no Campeonato Argentino, bem como, as notícias quase que diariamente, e sempre que posso, adquiro produtos oficiais. Planejo em breve conhecer o glorioso Cilindro de Avellaneda — cancha que respira, suspira, isto é, possui alma — e junto com seus ‘hinchas’, alentar de coração antes, durante e depois, aconteça o que acontecer, como um típico acadêmico. Penso que quando fizer isso, me tornarei definitivamente um autêntico torcedor da ‘blanca y celeste’. Que Deus me conceda tal oportunidade. Amém! Aguante Acade!!!



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Uma breve opinião sobre a Eleição Presidencial.

Chegamos ao fim das eleições. Um período de disputas, debates, discussões, promessas, omissões, acusações, mentiras… Com a reeleição de Dilma Rousseff, fica claro que o país está dividido. O que mais se lê nas “rodinhas de conversas virtuais” são piadas, ofensas e o ódio é nítido, dá para sentir… É triste, constrangedor e diz muito sobre a condição humana em nossos dias.

Apesar de considerar essa ideia de “mudar o Brasil” um tanto que pretensiosa, o candidato Aécio Neves (PSDB) recebeu meu voto, por acreditar que no momento seria o melhor para a nação por diversos motivos, sendo alguns, óbvios. Nos dois turnos fui às urnas e fiz a minha parte, como cidadão. Penso ser inconsequente nessa hora ficar cuspindo abelha africana, ofendendo o outro (o qual tem seus motivos pela escolha diferente da minha), ou até mesmo dizer ter vergonha de ser brasileiro, dentre outras. Como brasileiros, teremos benefícios de uma boa administração ou sofreremos as consequências negativas, caso não ocorra mudanças significativas nos próximos 04 anos.

Entendo que somos seres políticos desde cedo, em nosso convívio e nas relações que mantemos durante a nossa vida. A política é e sempre será importante. No entanto, antes de qualquer partido político, a mudança tem que partir de cada um. É essencial o esforço, correr atrás dos objetivos, trabalhar, fazer o que precisa ser feito e buscar melhorar como ser humano, consequentemente, coisas boas hão de acontecer. No mais, é fiscalizar, cobrar, reivindicar, orar e torcer para as autoridades elegidas mudem, ainda que pareça impossível.

Para complementar, cito aqui uma parte do texto “As urnas e a lição que o futebol, que o Bom Senso FC dá à sociedade brasileira”, de Mauro Cezar Pereira, jornalista dos canais ESPN, postado ontem em seu blog. Veja o post completo aqui.

“[...] Dar um bom dia, respeitar as pessoas, não ser agressivo no trânsito, pensar coletivamente, não tratar os menos favorecidos como se fossem pessoas invisíveis, ajudar alguém sempre que possível, doar para instituições. Vamos tirar alguma lição disso tudo, pois independentemente do eleito, não se iludam, o “jogo” da política seguiria do mesmo jeito de sempre. Mas é possível que, se a sociedade for mais atuante, eles, políticos, sejam mais cobrados. Isso pode dar algum resultado”. 

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Danças e coreografias. Tudo tem a hora certa. Caso bem pertinente é o do Neymar em 2011.

Considero o gol juntamente com uma defesa difícil de um goleiro, como os grandes momentos num jogo de futebol. E diante de tais acontecimentos, quem os protagoniza, tende a ter inúmeras reações instantâneas. Sou daqueles que prefere o jogador que ao marcar o tento, ou o arqueiro que opera um milagre embaixo das traves, demonstre gana, raça, fibra e… alma! Penso que esses comportamentos combinam com todos que acompanham, vibram e sofrem por um clube. Verdadeiros torcedores gostam disso, querem sentir que o cara que veste a camisa do time de seu coração, está afim… com desejo. Por me identificar com o estilo e o modo com que os vizinhos de língua castelhana tratam o futebol, gostaria de expor uma opinião sobre o assunto, tendo como base o que aconteceu na Copa Libertadores da América de 2011 com Neymar comandando a equipe do Santos, e com o Flamengo de Vagner Love e companhia, 1 (um) ano depois.

Jogador de futebol precisa entender o que a peleja pede. Estar ligado no contexto quando se vai jogar uma competição de alto grau de dificuldade, composta por adversários experientes e de tradição, somado à pressão externa vinda das arquibancadas com torcedores ensandecidos e com ‘sangue nos olhos’.

Foi decepcionante ver, por exemplo, numa disputada partida de Copa Libertadores (justamente no dia de meu aniversário), o atacante das trancinhas sair para fazer dancinhas e coreografias ao conseguir alcançar o gol de empate. Na hora ficou nítido para mim, que o atacante rubro-negro não entendera o que estava acontecendo, o clima da “coisa”. Enquanto isso, do outro lado, reações totalmente opostas. Era visível a diferença do adversário paraguaio — jogadores, comissão técnica e torcida — a cada gol. Jogando no Paraguai, a equipe carioca necessitava de ao menos um empate, e até poderia ter obtido um melhor resultado, porém não percebeu o tamanho da encrenca… O placar foi: Olímpia 3×2 Flamengo. Na semana seguinte, nova derrota por  3 a 2. Dessa vez para o Emelec, no Equador. Menos, mas, pôde-se perceber a falta de sintonia por parte de alguns jogadores em relação à principal competição do continente. No vídeo abaixo, os gols (Olímpia-Flamengo) e a diferença brutal de comportamento nas comemorações de gols.

Sério, não sou contra as dancinhas, coreografias, mas, entendo que tem a hora certa. Determinados jogos e competições, requer outros comportamentos, mesmo após a marcação de um gol. Um caso bem pertinente é o do Neymar. Todos conhecem o teor de comemorações desse rapaz. Entretanto, na Libertadores de 2011, enquanto jogador do Santos, ao marcar o gol na final sobre o Peñarol — clube de camisa pesada, detentor de 5 conquistas do principal torneio Sul-Americano e possuidor de uma torcida extraordinária —, o protagonista daquela conquista não ousou dançar, coreografar e outra coisa mais. Ao contrário, o craque fez o belíssimo e famoso “soco no ar”, como Pelé fazia. Apesar de garoto, demonstrou compreender a ocasião, o momento, a importância de tal feito. Marcante!

Maneiras e formas de comemorar gols não são determinantes para um eventual êxito. Todavia, pode servir de sinal, para se ter uma ideia do nível de concentração e comprometimento de um time ou jogador. E nós, torcedores somos atentos a isso, queremos que aqueles que defendem nossas cores estejam 100% focados.

Jogo de Copa Libertadores: Neymar comemora com “soco no ar”. Demonstra total conhecimento do momento, do que o gol representava. Marcante!

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A inesquecível Bolívia de Marco “El diablo” Etcheverry.

Nos anos 90 comecei a interessar pelo futebol, e mesmo ainda estando novo, recordo — ainda que pouco — de algumas seleções, as quais, de uma forma ou de outra me chamaram a atenção e ficaram em minha memória afetiva. Por terem sido marcantes, penso ser interessante compartilhar neste espaço.

Gostaria de relembrar a Bolívia (1993-94), que possivelmente foi o melhor time que aquele país conseguiu formar. Tinha como principal jogador, Etcheverry “El diablo”. Antes de sua classificação para o Mundial, foi responsável pela 1ª derrota do Brasil em eliminatórias. Tal cotejo aconteceu em La Paz num domingo, dia 25 de julho de 1993. Infelizmente, no ano seguinte, na Copa do Mundo nos Estados Unidos, a seleção boliviana, inclusive seu craque, tiveram uma péssima participação. Entretanto, para os admiradores daquela simpática “La Verde”, fica a saudade.

25/07/1993 – La Paz: Bolívia 2 x 0 Brasil / Gols: Etcheverry “El diablo”: 43 2ºT e Peña: 44  2ºT.

Abaixo, em ação, Marco “El diablo” Etcheverry, o lendário e perigosíssimo atacante, principal jogador da Bolívia na época.

 

1 Carlos Trucco • 2 J. Peña • 3 Sandy • 4 Rimba • 5 Quinteros • 6 Borja • 7 Villarroel • 8 Melgar • 9 Á. Peña • 10 Etcheverry • 11 Moreno • 12 Torrico • 13 Soruco • 14 Ríos • 15 Pérez • 16 Cristaldo • 17 Ramallo • 18 Noro • 19 I. Castillo • 20 R. Castillo • 21 Sánchez • 22 Baldivieso • Treinador: Azkargorta.

 

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