O Executivo de futebol.

Pra que serve o chamado Executivo de futebol? Modismo? Estão criando mais coisas, inventando, copiando de outros países? Será que isso dá certo? [...] Carregado de preconceito e/ou por falta de conhecimento, inúmeros questionamentos serviram de discussões nas conversas e debates acerca desse assunto. Talvez no meio futebolístico já existisse algo parecido a isso, certamente de maneira mais limitada e amadora. Se existia ou não, fato é, além da nomenclatura mais “moderna”, surgiram novas atribuições bem como sua profissionalização.

São várias os papéis desse profissional, nos quais citamos alguns: proporcionar o pleno funcionamento do departamento de futebol (base e profissional), representar o clube junto a Entidades esportivas; estabelecer relacionamentos comerciais com agentes de futebol para compra e venda de direitos de atletas; aprovar ou rejeitar relatório mensal de custos do setor; controlar os direitos de imagem e de Arena; aprovar o orçamento anual no âmbito do seu departamento e encaminhar para aprovação à alta administração; supervisionar a gerência e comissão técnica do futebol profissional; elaborar política de captação de atletas de base; estabelecer programas de reuniões com agentes de futebol de atletas vinculados ao clube com o objetivo do estreitamento do relacionamento profissional e alinhamento com a política esportiva do clube.

Vice-Presidente da ‘ABEX’, o diretor Executivo de Futebol, Rodrigo Caetano.

Desde 2005, Rodrigo Caetano exerce o cargo de diretor Executivo de futebol, um dos primeiros que obteve sucesso contribuindo para o avanço do cargo dentro da estrutura de clubes no Brasil. Trabalhou no Vasco da Gama (2009, 2011 e 2014); Fluminense (2012-13) e atualmente no Flamengo. Discreto, claro, competente, sem badalação e oba-oba, consegue realizar boas negociações (contratações pontuais), e obter alternativas interessantes no mercado para quem não é aproveitado. Trabalho  atencioso, perspicaz e certeiro desse profissional que traz alívio no custo mensal do clube, e em alguns casos acaba por agregar qualidade técnica a outros. É notório as bem-sucedidas vindas, idas e trocas eficazes, beneficiando todos os envolvidos.

A função de Executivo de futebol cresce, amadurece, ganha respeito e se valoriza no cenário nacional. Muitas coisas e achismos já caíram por terra. Cada vez mais se contrata estes profissionais pagando altíssimos salários, sendo que em alguns casos gera tamanha comoção sendo vistos como salvadores da pátria, como se entrassem em campo e decidisse uma partida e até mesmo tem quem receba status de “mito”, algo que é no mínimo patético, convenhamos.

Para quem almeja esse ofício, sugere-se cursos, a formação de Ensino superior, conhecimento da legislação esportiva, registros e transferências; da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), noções básicas de Informática e língua inglesa, além das características de liderança, habilidade gerencial, dinamismo, comprometimento e lealdade.

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Conheça a Associação Brasileira de Associação dos Executivos de Futebol – ABEX. www.abexfutebol.com.br

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