Imparciais que analisa a realidade do futebol como se deve. É com estes que prefiro ficar.

O Brasil conquistou merecidamente a Copa das Confederações neste domingo, vencendo a seleção nº1 do mundo. Sim, a Espanha mesmo levando 3-0, continua reconhecidamente com o status de melhor. Os espanhóis tem um grupo experiente e já pronto.

A bela vitória de ontem, pode sinalizar que a seleção brasileira esteja encontrando o caminho para se jogar com mais brilhantismo, conforme o esperado, uma vez que se dispõe de inúmeros jogadores com qualidade técnica já comprovada. Contudo, penso que não se deve iludir com este resultado, ainda que diante de um grande teste, o time verde-amarelo tenha se saído muito bem! Precisará manter esse nível para melhor, lembrando, que até a mundial do ano que vem, poucos jogos acontecerão e talvez contra nenhum adversário de peso. Dizer que as coisas estão em seu devido lugar; que uma eventual conquista em 2014 atuando em seus domínios está mais próxima do que se imaginavam; que os espanhóis, por exemplo, não são tudo aquilo, e ainda, que a “família Scolari” unida é capaz de trazer novamente o título de campeão do mundo, dentre outras. Análises e discursos permeados pela emoção é a pior coisa a se fazer a partir de agora. A comoção é tanta por parte de muitos, que é até difícil imaginar o contrário.

Acompanhando os jogos da seleção de Luis Felipe Scolari, vemos uma equipe que apresenta um jogo com repertório pobre. Não vejo nenhuma evolução relevante desde o retorno do  treinador gaúcho ao comando técnico cebeefiano. Para parte considerável da mídia, o padrão está ocorrendo e que o importante, o que vale no final, é ganhar… ser campeão! — Inclusive, isto é o que diz o atual treinador —. O resultado positivo pode mascarar a realidade dessa seleção. Com isso, o futebol brasileiro perde. Vale lembrar que a Fúria fora eliminada para os Estados Unidos na Copa das Confederações 2009 — vencida pelo Brasil — e um ano depois sagrou-se campeã do mundo. Em seguida (2012) conquistou novamente a Eurocopa, como em 2008. Lá, é desenvolvido um trabalho de longo prazo, e isso quer dizer que estão bem a frente dos brasileiros.

Este é o momento propício para Felipão e a turminha do oba-oba fazerem declarações recheadas de ironias, dando respostas aos ‘críticos’, procurando nomear e criar inimigos, considerando estes, os antipatriotas. O ufanismo está aflorado e o que se faz, é misturar futebol com pátria. Os milhões em ação, o “pra frente Brasil”… Tudo é festa. O espírito de “Brasil, ame-o ou deixe-o” está mais vivo do que nunca.

Neste contexto é ótimo que existam, ainda que poucos, quem não se deixa levar pela discurso da maioria, aqueles que ‘remam’ contra a maré e a conveniência jornalística. Refiro-me aos neutros e imparciais que analisa e comenta a realidade do futebol como se deve. E é com estes que prefiro ficar.

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