Por mais apelidos sadios em nosso futebol.

O futebol no Brasil sempre teve suas peculiaridades. Dentre tantas, queria refletir a questão dos exóticos, engraçados e criativos apelidos dados aos responsáveis por proporcionar o espetáculo dentro das quatro linhas. 

Nas décadas passadas, era comum vermos memoráveis apelidos nas escalações de equipes com a presença de “figuras” talentosíssimas. Imagino as narrações dos locutores, os debates e discussões pós-jogos entre torcedores, nas mesas redondas e matérias escritas no dia seguinte. Isso, certamente contribuiu para o romantismo daqueles períodos. 

Em 2011, por exemplo, o ‘Muralha’ — como era conhecido o jovem e recém promovido da base para o time profissional do Flamengo —, teve dificuldade devido o apelido. O então técnico do time rubro-negro, Vanderlei Luxemburgo acreditava que o apelido à Luiz Philipe (seu nome) prejudicaria o jovem. Ora, algo preservado durante anos, agora teria que dar lugar à formalidade? Ainda bem, que caiu por terra a tentativa de excluir o ‘Muralha’!  

Aloísio – “Boi bandido”.

No Campeonato Brasileiro 2013, Aloísio “Boi bandido” e Hernane “Brocador”, foram detentores dos apelidos mais legais do certame, e ambos deveria ser mantidos. O blog é a favor desta ideia por entender que o futebol, antes de um negócio que movimenta cifras altíssimas, é popular, e como tal, deve ser vivenciado como algo prazeroso e lúdico. Interessante que nos países vizinhos, valoriza-se os apelidos a determinados jogadores, preservando assim, o charme sul-americano. 

Hernane – “Brocador”.

Em dias de tanta formalidade no meio futebolístico, inclusive em relação a se referir aos “artistas da bola”, penso ser válido a recordação e o pedido por mais apelidos sadios em nosso futebol. Abaixo, alguns lendários personagens que além de craques, tiveram apelidos marcantes e que fizeram história neste esporte tão maravilhoso. E você, lembra, ou já ouviu falar de algum?

Cuca, Dadá Maravilha, Falcão, Fio Maravilha, Guarrincha, Lico, Manga, Manguito, Mujica, Paulistinha, Pelé, Piá, Quarentinha, Silva Batuta, Tita, Tonhão, Tostão, Tupãnzinho, Viola, Zequinha, Waldemar Carabina, Zico… 

P.S: Apesar de não ter a esmagadora maioria citado acima, numa época em que os apelidos aos jogadores no futebol brasileiro eram algo natural, torço para que surjam outros.

Alexi Stival – “Cuca”. Agora treinador, manteve o apelido da época de jogador.

Eduardo Gonçalves de Andrade – “Tostão” e Dario José dos Santos – “Dadá Maravilha”, antesde duelo entre Atlético e Cruzeiro.

Paulo Roberto Falcão – “Falcão”.

João Batista de Sales – “Fio Maravilha”.

Manuel Francisco dos Santos – “Garrincha”.

Haílton Corrêa de Arruda – “Manga”.

Edson Arantes do Nascimento – “Pelé”.

Waldir Cardoso Lebrêgo – “Quarentinha”.

Pedro Francisco Garcia – “Tupãnzinho”.

Paulo Sergio Rosa – “Viola”.

Antônio Carlos Costa Gonçalves – “Tonhão”.

Arthur Antunes Coimbra – “Zico”.

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