Copa de 2014: o cerco se aperta e as inevitáveis conseqüências.

“O governo brasileiro fará de tudo para terminar as obras dos estádios, o que é relativamente fácil de fazer, mas também para organizar a Copa das Copas. Isto inclui os estádios, os aeroportos, os portos, tudo que é necessário para que o país acolha bem os visitantes”. (Correio do Povo, 23/01/2014). Clique aqui e leia na íntegra.

O pronunciamento otimista de práxis da presidente Dilma Rousseff na sede da Fifa em Zurique na última quinta-feira,  já não é capaz de ludibriar a ninguém. No íntimo, o sofrimento é maior do que a esperança. Afinal, haja pressão!

Ao herdar esse “abacaxi”, e não haver fortes tentativas de intervenção — ou se houve, foi bem pouca de sua parte ao que me parece —, afim de que fossem tomadas alternativas que propiciasse um Mundial sensato e mais próximo da realidade brasileira. Conseqüentemente, o índice de aceitação popular seria bem considerável. Durante os últimos 7 anos, o Governo aceitou tudo em nome desse “Padrão Fifa”, satisfazendo a senhores megalomaníacos, sem noção e arrogantes.

Os “inimigos da nação e antipatriotas” fizeram questionamentos em relação à subserviência dos governantes em relação a tantas exigências. Alertaram que o Brasil corria o risco de passar vexame. Como um país com inúmeras necessidades a serem solucionadas (segurança, saúde, escola, saneamento básico…) pudesse ao menos pensar em sediar um evento deste, ainda mais com as exageradas condições impostas por uma instituição que se considera a dona do futebol?

Persistir no discurso de que será a maior Copa de todos os tempos, é pífio. Ninguém minimamente esclarecido se deixará levar por algo tão bizarro. Estádios, aeroportos, portos, enfim, obras superfaturadas serão maquiadas por não serem concluídas em tempo hábil e algumas outras servirão como ‘quebra galhos’. Enquanto isso, a presidente considera que fazer estádios é “relativamente fácil”. Imagina se não fossem? Há 05 estádios/arenas que estão muito atrasadas e ainda não foram entregues. Dá para acreditar que tudo ficará pronto como deveria? Fato é, a Copa do Mundo vem aí, o cerco se aperta e as inevitáveis conseqüências já são visíveis. Muito mais virão.

Dilma Rousseff ao lado de J. Blatter, na sede da Fifa. Pronunciamento sobre o andamento das obras para a Copa do Mundo.

 

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