O Executivo de futebol.

Pra que serve o chamado Executivo de futebol? Modismo? Estão criando mais coisas, inventando, copiando de outros países? Será que isso dá certo? [...] Carregado de preconceito e/ou por falta de conhecimento, inúmeros questionamentos serviram de discussões nas conversas e debates acerca desse assunto. Talvez no meio futebolístico já existisse algo parecido a isso, certamente de maneira mais limitada e amadora. Se existia ou não, fato é, além da nomenclatura mais “moderna”, surgiram novas atribuições bem como sua profissionalização.

São várias os papéis desse profissional, nos quais citamos alguns: proporcionar o pleno funcionamento do departamento de futebol (base e profissional), representar o clube junto a Entidades esportivas; estabelecer relacionamentos comerciais com agentes de futebol para compra e venda de direitos de atletas; aprovar ou rejeitar relatório mensal de custos do setor; controlar os direitos de imagem e de Arena; aprovar o orçamento anual no âmbito do seu departamento e encaminhar para aprovação à alta administração; supervisionar a gerência e comissão técnica do futebol profissional; elaborar política de captação de atletas de base; estabelecer programas de reuniões com agentes de futebol de atletas vinculados ao clube com o objetivo do estreitamento do relacionamento profissional e alinhamento com a política esportiva do clube.

Vice-Presidente da ‘ABEX’, o diretor Executivo de Futebol, Rodrigo Caetano.

Desde 2005, Rodrigo Caetano exerce o cargo de diretor Executivo de futebol, um dos primeiros que obteve sucesso contribuindo para o avanço do cargo dentro da estrutura de clubes no Brasil. Trabalhou no Vasco da Gama (2009, 2011 e 2014); Fluminense (2012-13) e atualmente no Flamengo. Discreto, claro, competente, sem badalação e oba-oba, consegue realizar boas negociações (contratações pontuais), e obter alternativas interessantes no mercado para quem não é aproveitado. Trabalho  atencioso, perspicaz e certeiro desse profissional que traz alívio no custo mensal do clube, e em alguns casos acaba por agregar qualidade técnica a outros. É notório as bem-sucedidas vindas, idas e trocas eficazes, beneficiando todos os envolvidos.

A função de Executivo de futebol cresce, amadurece, ganha respeito e se valoriza no cenário nacional. Muitas coisas e achismos já caíram por terra. Cada vez mais se contrata estes profissionais pagando altíssimos salários, sendo que em alguns casos gera tamanha comoção sendo vistos como salvadores da pátria, como se entrassem em campo e decidisse uma partida e até mesmo tem quem receba status de “mito”, algo que é no mínimo patético, convenhamos.

Para quem almeja esse ofício, sugere-se cursos, a formação de Ensino superior, conhecimento da legislação esportiva, registros e transferências; da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), noções básicas de Informática e língua inglesa, além das características de liderança, habilidade gerencial, dinamismo, comprometimento e lealdade.

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Conheça a Associação Brasileira de Associação dos Executivos de Futebol – ABEX. www.abexfutebol.com.br

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Rivaldo: anti-status e glamour, porém, craque na acepção da palavra.

Pensa num cara bom de bola, gênio, astro, feitor de grandes jogadas, passes, que dava gosto de assistir. Pois é, então vamos relembrar e ao mesmo tempo tentar fazer uma singela homenagem a ele… Rivaldo Vítor Borba Ferreira.

Rivaldo iniciou no Santa Cruz, passou pelo Mogi Mirim e foi emprestado ao Corinthians (1993-1994), jogou muito. Transferiu para o rival, Palmeiras (1994-1996) e não sentiu a pressão, foi ainda melhor! Na Europa, faltou só fazer chover em campo pela Deportivo La Coruña (1996-1997) e Barcelona (1997-2002). Consequentemente, em 1999, recebeu o título de melhor jogador do mundo. E não nos esqueçamos de seu alto nível no Milan (2002-2004) e com a camisa da então Seleção brasileira.

Muitas vezes passa batido quando fazemos um levantamento de grandes craques do futebol. Talvez por ser uma pessoa discreta. Naquela época não havia os meios de comunicação e toda essa tecnologia, na qual permite que em poucos segundos uma notícia, foto, post, fofoca, entre outras, seja vista por milhões de indivíduos. Se atuasse em nossos dias, não seria adepto ao marketing do si próprio, jamais faria ‘selfs’ com caras, bocas, biquinhos e caretas. Mas, certamente, teríamos o prazer de acompanhar a genialidade de alguém que sabia tratar a bola como poucos. E cá pra nós que curtimos o “Esporte Rei”, estamos precisando disso! Vemos muita rede social e pouco futebol de qualidade. Enfim, cada um faz o que bem quiser de suas vidas, todavia, entendo que o “estilo” Rivaldo de ser, traria mais benefícios ao futebol, instigando mais pessoas a parar diante de uma televisão ou ir ao estádio.

Frequentemente ouço gente reclamando (cuspindo abelhas africanas) em relação a jogadores mais preocupados com estética, exposições, polêmicas, coisas desse tipo. Enfim, no caso do homenageado, de maneira nenhuma seria ouvido isso, pois, dentro de campo era técnica de primeira qualidade e fora das ‘quatro linhas’ não veríamos exposições, frases de “efeito” (Ctrl C e Ctrl V), ostentações desnecessárias. É proibido isso? Não, entretanto são coisas que levam a todos à sensação de descomprometimento, falta de foco e preocupação com o time e o pobre e mais importante, o torcedor.

Jovens que almejam tal carreira, deveriam ao menos ter a curiosidade de conhecer a jornada desse profissional, anti-status e glamour, porém, craque na acepção da palavra.

P.S: Clubes que Rivaldo atuou, além dos citados no texto: Cruzeiro, Olympiakos, AEK Atenas, Bunyodkor, São Paulo, Kabuscorp e São Caetano.



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Pelo bem do Vasco, o Eurico deveria ir mesmo para a Sibéria!

“[...] Se eu achar que o Vasco vai ser rebaixado, vou procurar o ponto mais distante da Sibéria e vou para lá (…)”. Essa foi uma das declarações de Eurico Miranda no dia 14 de agosto, ainda no 1º turno do Campeonato. Na ocasião, o time vinha de mais uma derrota (Santos 1-0) e as vésperas de enfrentar o Coritiba, mesmo adversário dessa última rodada, na qual valia a sobrevivência na Serie A. No cotejo do dia 15 de agosto no Maracanã, vitória do Coxa, por 1 a 0.

Ora, bem que o presidente vascaíno poderia comprar sua passagem e ir para esta vasta região de clima polar. Quem sabe ali, suas idéias obsoletas congelariam e finalmente o Clube de São Januário se veria livre pra sempre de alguém que se perpetua no poder, considera acima do bem e do mal, além de andar mais preocupado em ganhar do rival — leia aqui —, enquanto o “Gigante da Colina” encontra-se estagnado, endividado e rebaixado pela terceira vez em 8 anos! Inclusive, ao menos em dois deles com participação direta ou indireta do ‘cartola do charutão’. De fato, pelo bem do Vasco, o Eurico deveria ir mesmo para a Sibéria!

Dá pena de ver gente apoiando cegamente um personagem que faz mal tanto ao próprio clube, quanto ao futebol brasileiro, já tão atrasado por estar em mãos de *pessoas desonestas. — *O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol-CBF, Ricardo Teixeira (deixou o país), José Maria Marin, sucessor de Teixeira (encontrasse preso na Suíça) e Marco Polo del Nero (pediu afastamento da CBF, além de não poder deixar o país) estão sob investigação do FBI e Comitê de Ética da Fifa —.



Trecho da entrevista:“Já falei que a palavra rebaixamento, aqui, é proibida. Se eu achar que o Vasco vai ser rebaixado, vou procurar o ponto mais distante da Sibéria e vou para lá. Se as coisas não forem feitas, pode ter essa conseqüência. Ficar falando de coisas que podem acontecer, não adianta”. (“O Dia”, 14/08/2015) /www.odia.ig.com.br

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Recordações da infância, do meu pai, da MPB e o orgulho disso tudo.

Tempos atrás comecei a refletir o quanto na nossa vida acontece reproduções. O tempo passa e percebo isso em meus dias, de maneira bastante clara. Sim, nossa vida é uma repetição! Dentre diversas situações, gostaria de compartilhar um pouco acerca de uma delas.

Anos 90, fins de semana lá em casa, com a visita de alguns amigos da família, parentes… E aquele clima gostoso. Adultos conversavam, comiam e bebiam, concomitantemente a boa música era o que se ouvia. Enquanto criança, inocente, divertia com os primos ou as vezes só, sem a noção e nem se dando conta da qualidade daqueles momentos, o conteúdo das canções, que se eternizariam dentro de mim. Profundo! 

Na viagem nesse túnel do tempo, me ocorreu… Fafá de Belém. Algumas de suas músicas soavam em minha mente por pequenos trechos, porém, precisava pesquisar o pouco que lembrava e tentar encontrá-las, afinal desejava reviver algo que me remetesse às boas lembranças da infância, do meu pai, da Música Popular Brasileira (MPB).

Comecei a ouvir e logo fui envolvido por um misto de sentimentos, emoções, afeto e saudosismo. Meu Deus, quão interessante é a nossa vida. Vivo o que meu pai viveu. Meu pai ligava o som, colocava os discos, ouvia e trazia na memória recordações de seu pai. Hoje, tenho gosto musical que o meu (falecido em 2010) possuía, logo, lembro-me dele também. Seja pelos “Clássicos Chorinhos”, pela MPB. Neste caso mais precisamente, da cantora belenense.

Em casa guardamos com carinho muitos discos de vinil, verdadeiras relíquias originais adquiridos por meu pai. Trata-se de joias raras que dinheiro nenhum poderá nos comprar. Artistas consagrados como: Pixinguinha, Cartola, Tom Jobim, Alcione, Roberta Miranda, Gonzaguinha, Fagner, Fafá de Belém e tantos outros.

Admirar e valorizar esses poetas brasileiros somado às recordações, me deixa satisfeito e claro, com um imenso orgulho disso tudo.

O disco “Fafá” de 1989, que refiro-me no post. Remeteram-me aos anos 90, com boas lembranças da infância, do meu pai, da MPB e o sentimento de orgulho descomunal em relação a tudo isso.



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Situação de mal a pior, mas o presidente está mais preocupado em vencer o rival.

Eurico Miranda retornou à presidência do Clube de Regatas Vasco da Gama. Em janeiro durante a pré-temporada, iniciou-se também o festival de declarações equivocadas e desnecessárias em direção ao Flamengo. Essas e outras como a falta de educação com repórteres, sinalizava que o velho mandatário mantinha os mesmos vícios.

No Campeonato Carioca, a aliança de Eurico com o Rubem Lopes (presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro – FERJ) se evidenciava e fortalecia ao ponto de vermos a dupla na sala presidencial em São Januário assistindo jogo. Na sede da Federação, a cadeira do ‘Rubinho’ é por vezes ocupada pelo cartola cruzmaltino —aqui—. Desse modo, seria impossível imaginar que o Estadual não tivesse tido polêmicas. Flamengo e Fluminense, especialmente o Tricolor foi claramente prejudicado. O Estadual outrora reconhecido como o mais legal e charmoso do pais, tornava-se um campeonato influenciado nos bastidores. O racha é explícito, Fla e Flu romperam com FERJ que tem como aliado, o Vasco. Pena…

O Vasco da Gama encontra-se sem dinheiro e afundado em dívidas, nas quais o próprio Eurico tem responsabilidade, diferentemente do que o próprio e inúmeros de seus seguidores tentam ofuscar. Estes são chamados “torcedor de dirigente”. A gestão de Roberto Dinamite foi trágica, porém, o caos é a soma de todas as más administrações. Diante desse quadro, não é hora de bravatas, provocações e bobagens. É tempo de identificar os problemas focando em resolvê-los.

A vitória sobre o Flamengo (1 a 0) na semifinal do Campeonato Carioca, cujo gol sai de um pênalti inexistente, consequentemente a conquista do título após 12 anos, tornou-se um prato cheio para o dirigente do charuto. Possibilitou a disseminação da ideia de que o respeito ao à Instituição teria voltado. Discurso prestigiado por milhares de “euriquistas” cegos e sem noção que creem veemente que o Vasco só é forte com a presença desse cartola no poder. Aliás, o tal considera responsável por “sucessos”, o maior reforço do clube. —clique e leia—.

Tudo isso além de uma chatice, é de tamanha desfaçatez. O “Gigante da Colina” jamais deixou de ser respeitado. Os triunfos do 1º semestre são méritos da equipe e comissão técnica, ainda que infelizmente ocorresse constantes erros de arbitragens que notavelmente os beneficiasse. No momento, o limitado time ocupa a última posição, possui o pior ataque e a defesa mais vazada do certame nacional, o mais importante do país. É a verdade, simplesmente um fato, a realidade. O risco de rebaixamento pela terceira vez em sua história é bem real. Enfim, a situação vai de mal a pior, mas o presidente está mais preocupado em vencer o rival. Triste.



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A verdadeira estrela de “O Grande Dragão Branco”.

O Grande Dragão Branco, (Bloodsport) é um glorioso filme de 1988, estrelado por Jean Claude Van-Damme, inspirado na vida e nos relatos do artista marcial Frank William Dux, norte-americano, lutador de artes marciais e coreógrafo de lutas. Na década de 90 tive a oportunidade de assisti-lo e as vezes o procuro afim de matar saudade.

Apesar do culto aos atributos físicos, malabarismos, proezas e habilidades atléticas de Jean Claude Van-Damme, o blog relembra o filme destacando no que considera ser o personagem chave, motivo deste post. Trata-se de Yang Sze, conhecido como Bolo Yeung, especialista em artes marciais e ator. Diferenciado, simpático e figura carimbada do Kung Fu nos anos 70 e 80.

No filme, Bolo Yeung, interpretando Chong Li, era o último campeão do torneio que acontecia em Hong Kong. Durante suas apresentações (lutas), não fazia muito esforço para finalizar os adversários. Em alguns confrontos usou técnicas violentas, as quais eram recriminadas pela organização, inclusive no confronto final, utilizou um pó que poderia causar cegueira a Frank Dux. Dessa forma, a imagem passada ao público, que ficaria na memória afetiva, seria de um sujeito violento, vilão, maldoso e trapaceiro. Grande probabilidade para o preconceito em relação a Chong Li. Assim, é razoável pensar que se tenha gerado uma antipatia à sua pessoa por parte de quem assistisse, principalmente para os fãs do Van-Damme. Coisas de Hollywood, interesses, negócios, entre outros.

A tentativa de endemoniamento do personagem oriental é somado à imagem de bom moço do americano, com corpo sarado, manias, trejeitos, frescuras que fora simbolizada na cena patética e constrangedora (Para o sexo masculino, claro!) que focaliza seu corpo e o bumbum torneado ao vestir a cueca diante dos olhos da jornalista a qual paquera. Entretanto, mesmo com todo marketing em torno do protagonista, na opinião de muitas pessoas, nas quais são compartilhadas por esse blog, a verdadeira estrela foi o Chong Li (Bolo Yeung), o mito chinês, uma lenda viva de estilo peculiar e com sua marca registrada de ‘lutar sem olhar para o oponente’.

Enfim, os anos passam, a gente cresce e o que fica são as boas recordações de alguém que apesar de coadjuvante, foi o grande responsável por dar graça e vida a esta clássica película, certamente a melhor do gênero de todos os tempos.

Confira abaixo o clipe do melhor filme de artes marciais de todos os tempos!



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Dois anos do 7 a 1 e nada mudou. Nunca é tarde, vilã de 2014 é o exemplo a ser seguido.

(Post de 2015, atualizado em 08 de julho de 2016).

Terça-feira, 08 de julho de 2014, semifinal da Copa do Mundo. A seleção verde-amarela sofria a maior humilhação da sua história e de todos os tempos! Tomou 7 a 1 da Alemanha do “professor” Joachim Low. E cabia mais…

Completa-se dois anos, e como passou rápido, assim são nossos dias, tudo parece voar. Naquela tarde no Mineirão o que vimos foi uma seleção alemã madura, afinal tudo começou a mais de 10 anos e que chegara no seu auge. Diante de um adversário inferior tecnicamente e com psicológico abalado. Somado a isso, sob o comando de uma comissão técnica obsoleta, superada — Relembre o post a respeito, aqui —.

Após a conquista supervalorizada da enganosa Copa das Confederações em 2013, o então treinador Luis Felipe Scolari, ao sair vencedor diante da Espanha, no momento do êxtase, da vitória, se sentindo acima do bem e do mal, destilando toda arrogância, prepotência, falta de educação e respeito, mandou todos para o inferno, o que demonstrou incapacidade de aceitar perguntas, críticas, opiniões diferentes e sensatas, mesmo diante de tal momento.



Chegamos ao tão sonhado mundial e o discurso de favorito estava afinado. O ‘vamo que vamos’ a todo vapor, defensores da reedição da “família Scolari” e outras coisas do tipo. Muitos acreditavam que tais bobagens fariam com que o hexa fosse alcançado. No futebol atual não há mais espaço para isso! O resultado visto foi um grupo de jogadores mal treinados, sem jogadas ensaiadas e padrão tático inexistente. Nenhuma novidade, nada que minimamente aproximasse de uma equipe de verdade.

O time de Felipão ainda foi longe, sem merecer! Dias antes, no mesmo palco do inesquecível 7×1, poderia ter sido eliminado pelo Chile de Jorge Sampaoli, principal responsável por fazer sua seleção dar um banho tático na do comandante brasileiro. Por pouco, o limitado Mauricio Pinilha que atuou no Vasco (2008), fez o gol que eliminaria o Brasil de forma precoce. Mas, diante da Alemanha, não teve a menor chance. Foi um baile, uma aula onde propiciou a oportunidade de se deparar com a realidade. Jamais colaria a tentativa tacanha de Scollari, Carlos Alberto Parreira e alguns da imprensa em argumentar que o motivo do massacre devesse a um simples apagão.

Nada de apagão. Trata-se de uma aula de futebol. Seleção Scolariana se viu diante da realidade.

Nesse período aconteceram inúmeros casos, sendo a maioria de coisas ruins em relação futebol brasileiro. Quem “presidia” a CBF, está preso. Outros se afastaram e são investigados. Voltaram ao passado com a escolha de pessoas questionáveis para iniciar importantes reformulações, aguardadas por todos torcedores. Ganhar a Copa América não traria benefício nenhum, ao contrário, poderia iludir como até os inúteis amistosos já começavam a servir de defesa e suporte para Dunga.

O orgulho, teimosia e a falta de vontade dos cartolas, atrasam a tão necessária renovação. Por que a relutância em não trazer profissionais bem-sucedidos do exterior com novos conceitos, métodos modernos e que tenham currículo vencedor?

É uma pena que após 365 dias, o que se vê é uma seleção com pobreza técnica e principalmente na parte tática, a falta de repertório, sem perspectivas, sem alma e ainda nas mãos de pessoas despreparadas para conduzir à urgentes mudanças.  Enfim, um ano do 7 a 1 e nada mudou. Nunca é tarde, vilã de 2014 é o exemplo a ser seguido.

P.S O sucesso da seleção Alemã em 2014, deve-se à reformulação após 2002. Diante de um período ruim, a partir de uma tomada de consciência, deu início a um trabalho sério com gente capaz, possibilitando assim, a transformação no futebol como um todo no país. Na entrevista concedida à ESPN Brasil, Paul Breitner, ex-jogador e que trabalha no Bayern de Munique, conta como se deu esse processo. Imperdível. Clique abaixo e assista.



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Carlinhos “violino”: Um dos maiores treinadores de futebol, o melhor que vi.

Luis Carlos Nunes da Silva, o Carlinhos “violino”. Este foi um dos maiores treinadores de futebol, o melhor que vi. Carlinhos foi um exemplo para se jogar por terra o mito e bobagem de quem diz que para comandar time de futebol do Flamengo precisa falar alto, gritar e coisas do gênero, na tentativa de se impor, ter moral e respeito. Nada disso fazia parte do ex meio-campista e técnico, pois, tratava-se de um homem elegante, tranqüilo, equilibrado e de fala mansa.

Em 2000, no último ano como treinador do Flamengo.

Como jogador, atuou somente no Rubro-Negro carioca entre os anos 1958-1969 e obteve 12 títulos. Foi um dos melhores da posição na história do clube. Chegou à seleção em 1964. Já na função de técnico, foi bem sucedido no clube de coração. Gostava de estar na Gávea (Sede social) jogando baralho e sempre que necessário, era chamado. Com toda experiência adquirida na carreia, trouxe inúmeras contribuições, lançando jogadores e alcançando conquistas importantes. Com tantas glórias alcançadas, foi homenageado com um busto na Gávea, e o local frequentado recebeu o nome de “Praça Carlinhos”.

Busto de Carlinos, na Gávea, inaugurado em 2011.

Títulos mais relevantes, enquanto treinador: Taça Guanabara – 1988, 1999. Taça Rio – 1991, 2000. Campeonato Carioca – 1991, 1999, 2000. Campeonato Brasileiro – 1987, 1992. Copa Mercosul – 1999.

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Uma demonstração que é possível ser correto, cumprir com as obrigações e pagar o que deve.

Durante anos o Flamengo foi motivo de chacota, atrasava salários, não pagava e acumulava dívidas de todas as espécies. Cada dia o “buraco” só aumentava. A situação era dramática, ainda que fosse o que mais arrecadava com cotas de TV, tendo bons patrocinadores, altas vendas de produtos licenciados, além da participação costumeira de sua torcida nos jogos. Com administrações amadoras, o que se via eram loucuras, devaneios e desejos megalomaníacos. O discurso tipo: ‘o Flamengo tudo pode’, só contribuiu para afundar a instituição.

A eleição da então “Chapa Azul” em 2013, que levou Eduardo Bandeira de Melo à presidência, iniciou-se um novo momento na história do clube. O discurso de “arrumar a casa” substituiu as promessas e bravatas tão conhecidas de antigos cartolas. A ordem foi desenvolver uma gestão séria e profissional, com a política de responsabilidade fiscal, objetivando renegociar as dívidas, pagar impostos e dar ao Flamengo a credibilidade que não havia.

A diretoria não tem sucumbido pela pressão de boa parte da mídia, jornalistas e até de ex-presidentes, os quais defendem que tem de contratar… (aquela coisa: depois vê como faz…). Engraçado que são aqueles que com suas irresponsabilidades fizeram o Flamengo chegar onde estava a dois anos. Já, a maioria dos torcedores entendeu e vem apoiando. E tem que ser assim, afinal, não será em 2, 3 anos que as coisas mudarão, irão pagar tudo e montar elencos de expressão. É um processo que exige paciência, trabalho, dedicação e convicção. Existem muitos torcedores brasileiros que precisam aprender a apoiar o time nessas horas, independente dos jogadores que ali estão. (Esse time atual não é tão ruim como tanta gente diz).

Presidente Eduardo Bandeira de Melo.

Esta diretoria vem se destacando nos últimos 2 anos e meio. No campo, as coisas não vão tão bem como os rubro-negros almejavam. Todavia, estes devem se orgulhar do que vem sendo realizado. Uma demonstração no futebol brasileiro que é possível ser correto, cumprir com as obrigações e pagar o que deve. É o clube no Brasil que mais diminui sua dívida (Após 3 meses de consultoria (2013), a dívida total era de 750 milhões. Até aqui (2015), 225 milhões foram quitados). Deve servir de exemplo para todos! Quando se trata dessas questões, as bobagens, invejas e o clubismo tem de ser deixado de lado. O Flamengo já foi motivo de gozação, mas atualmente é sim, modelo de administração e deve ser espelho para os outros. Se for tomado como exemplo, o futebol como um todo ganhará!

É ano de eleições na Gávea. Que essa diretora se reeleja ou entre novos com o mesmo perfil, mantendo a postura, pois, só assim, a potência que é o Clube de Regatas do Flamengo poderá caminhar a fim de alcançar o máximo de seu potencial em todas as áreas, motivando outros a trilharem o mesmo caminho.

P.S Nesse período de “pés no chão”, o Flamengo ainda assim ganhou a Copa do Brasil-2013, o Campeonato Estadual-2014 e teve ótima oportunidade de ser finalista e de até conquistar o bi da Copa do Brasil no ano passado).

Abaixo, destaques sobre o assunto em diferentes veículos de comunicação:

“Flamengo diminui sua dívida em 260 milhões em dois anos”. Aqui.

“Flamengo sai na frente e da exemplo na questão de responsabilidade fiscal”. Aqui.

“Conselho do Flamengo adota medida pioneira de responsabilidade”. Aqui.

“Os clubes só podem gastar o que arrecadam”. Aqui.

“Deficit dos clubes brasileiros dispara em 2014: Flamengo é exceção”. Aqui.

“Jornal mostra que Corinthians gasta demais, Fla paga dividas e vira o jogo no campo das finanças”. Aqui.

 

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San Lorenzo não é apenas o time do Papa.

Desde a posse do Sr. Jorge Mario Bergoglio, o carismático Papa Francisco, com sua paixão explícita pelo futebol, em especial pelo Club Atlético San Lorenzo de Almagro (CASLA), é motivo de se pensar que existe algo especial, uma benção sobre o clube azul e grená. Não, o ilustre não fará com que seja possível alcançar somente grandes feitos, e que assim, receberá alguma “interferência divina” como alguns sugestionam. O San Lorenzo não deve ser visto apenas como o time do Papa. É muito mais que isso! Além de fazer parte dos cinco grandes clubes argentinos, o ‘Ciclón’ como também é conhecido, tem tradição, glória, uma hinchada fantástica “La Gloriosa Butteler”, bem como uma emocionante história de luta pela volta a Boedo, às suas origens.  Leia mais aqui.

Viejo (Velho) Gasómetro.

Depois de três décadas de espera, com várias manifestações, marchas e bandeiraços, foi aprovada por unanimidade a Lei de Restituição Histórica, garantindo assim, seu retorno ao bairro de Boedo, “Terra Santa”, em Buenos Aires, local do seu antigo estádio, onde fora construído um hipermercado da rede “Carrefour”, ocupando o lugar do Viejo (Velho) Gasómetro. Uma das consequências da ditadura militar nos anos 70.

Enfim, por essas e outras é que não se trata de uma agremiação abençoada, diferenciada, pelo fato de ter como hincha (torcedor), o simpático e sensato Pontífice. Antes de qualquer coisa, e o mais importante é que trata-se de um grande clube Sul-Americano que demonstra força dentro e fora de campo e ainda é detentor de uma história peculiar, na qual vale a pena conhecer — para entender melhor, leia clicando aqui — .







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